Guilherme Carvalho · Psicólogo
OFICINA DA ESCUTA
Desenvolva o raciocínio clínico e amplie suas possibilidades de manejo pensando seus casos em grupo.
Supervisão em grupo e intervisão horizontal para psicólogos, psicanalistas e estudantes que querem ampliar seu repertório clínico e, ao longo do percurso, ganhar corpo como terapeuta.
6 meses • 24 encontros semanais
Você já se viu nessas situações?
Algumas situações clínicas fazem a gente parar e pensar.
Você termina uma sessão e fica pensando:
- Eu deveria ter intervindo naquele momento?
- Por que essa fala do paciente produziu isso em mim?
- O que está acontecendo nessa relação?
- É hora de interpretar ou ainda é hora de escutar?
- Por que esse paciente parece repetir a mesma situação de diferentes maneiras?
- Como colocar um limite sem perder a possibilidade de trabalho?
São questões que aparecem no cotidiano de quem atende.
E muitas vezes não existe uma resposta pronta.
Existe um caso para pensar.
Quando a clínica precisa ser pensada
A clínica nem sempre pede uma resposta imediata.
Há situações em que o mais importante é conseguir pensar melhor sobre o que está acontecendo.
Observar uma repetição.
Perceber o lugar que o paciente está atribuindo ao terapeuta.
Reconhecer o que aquela relação está produzindo.
Pensar no que você está sentindo diante daquele paciente.
Questionar uma intervenção que parecia óbvia.
Considerar outras possibilidades de manejo.
Às vezes, o trabalho clínico começa justamente quando conseguimos suspender a necessidade de encontrar rapidamente uma resposta.

Pensar juntos muda o que é possível pensar
Na clínica, muitas vezes precisamos pensar sozinhos. Na Oficina, podemos pensar juntos.
Você traz uma situação clínica.
O grupo escuta.
Pergunta.
Relaciona.
Levanta hipóteses.
Questiona.
Acrescenta outras perspectivas.
E, a partir dessa conversa, aquilo que parecia uma questão individual começa a ganhar outros contornos.
O caso de um profissional pode se tornar uma ferramenta para todos.
A experiência de cada participante entra em circulação. A experiência clínica do supervisor também.
E é desse encontro que vamos construindo novas possibilidades de pensar e manejar a clínica.

Um caso pode ensinar a pensar muitos outros
Um caso pode ensinar a pensar muitos outros.
Quando você acompanha o caso de outro terapeuta, não está apenas ouvindo uma história clínica.
Você observa como uma questão é formulada.
Como o caso é recortado.
Que perguntas aparecem.
Quais hipóteses são construídas.
O que muda quando outro participante olha para a mesma situação.
E como a experiência de um caso pode ampliar sua capacidade de pensar outros casos que chegam ao seu consultório.
Aos poucos, a experiência compartilhada vai construindo repertório.
O caso de um profissional pode se tornar uma ferramenta para todos.
Ganhar corpo como terapeuta
Ao longo da prática clínica, algumas coisas começam a se transformar.
Você amplia seu repertório.
Aprende a reconhecer diferentes movimentos da relação terapêutica.
Desenvolve mais recursos para pensar antes de intervir.
Percebe melhor quando falar, quando esperar e quando sustentar o silêncio.
Aprende a reconhecer o que acontece com você dentro da cena clínica.
Passa a sustentar melhor suas dúvidas, seus limites e as situações para as quais ainda não tem uma resposta.
Ganhar corpo como terapeuta é desenvolver estrutura, repertório, tato e confiança para sustentar a complexidade da clínica.
E isso também se exercita.

Guilherme Carvalho
- Psicólogo pela UFSCar
- Especialista em Psicanálise e Filosofia
- Mestrando em Psicologia pela UEM
- Gestor de serviços de saúde mental
- Membro do Grupo Brasileiro de Pesquisas Sándor Ferenczi
- Membro do GT de Filosofia e Psicanálise da ANPOF
- Pesquisador em Psicologia, Psicanálise, Filosofia e Antropologia
A voz da experiência
A experiência clínica também entra na conversa.
A Oficina não parte da ideia de que existe alguém que possui todas as respostas.
Meu papel é colocar em circulação aquilo que construí ao longo da minha trajetória clínica, acadêmica e como supervisor.
São mais de duas décadas de clínica, estudos, supervisões, formação, pesquisa e contato com diferentes situações clínicas.
Eu compartilho conceitos, hipóteses, perguntas, experiências e formas de pensar.
Eu não tenho todas as respostas. Eu empresto meu raciocínio para pensar a clínica de cada um.
A voz da experiência entra na conversa sem precisar encerrar a conversa.
Como a experiência acontece
Seis meses pensando a clínica em grupo
São 24 encontros semanais, com 1h20 de duração.
Em cada encontro, trabalhamos a partir de um caso clínico e abrimos espaço para questões clínicas e profissionais que atravessam a prática.
60 minutos
Discussão de caso clínico
20 minutos
Perguntas e questões clínicas e profissionais
Ao longo do percurso, vamos exercitando:
- Raciocínio clínico
- Formular perguntas, construir hipóteses, perceber repetições e pensar diferentes possibilidades de compreensão.
- Manejo
- Pensar intervenções, silêncio, timing, limites, setting e posição do terapeuta.
- Terapeuta em cena
- Observar o que acontece com o próprio terapeuta na relação clínica.
- Intervisão
- Colocar diferentes experiências, referências e perspectivas em circulação.
- Voz da experiência
- Acrescentar à discussão aquilo que a experiência clínica permite perceber.
- Síntese clínica
- Organizar o que foi pensado e retornar ao caso com novas possibilidades de compreensão e manejo.
Para quem apresenta casos
Cada participante Ativo apresenta aproximadamente um caso por mês, totalizando cerca de seis apresentações durante o ciclo.
Depois da discussão, recebe uma elaboração clínica do caso, organizando os principais elementos trabalhados, hipóteses, conceitos, possibilidades de manejo e direção do tratamento.
Para quem participa como Ouvinte
Você acompanha os casos, participa das discussões, formula hipóteses, faz perguntas e aprende também observando como outros terapeutas pensam sua clínica.
Duas formas de participar
Você pode participar trazendo seus casos para o grupo ou acompanhando e pensando os casos dos colegas.
Ativo
Para quem quer trazer seus próprios casos para discussão.
Você apresenta aproximadamente um caso por mês, participa da investigação coletiva e recebe uma elaboração clínica posterior do caso.
6 parcelas de R$ 370
Ouvinte
Para quem quer participar da discussão dos casos sem apresentar os próprios casos.
Você acompanha o trabalho clínico, faz perguntas, formula hipóteses, compartilha referências e aprende também a partir da clínica dos colegas.
6 parcelas de R$ 240
A diferença entre as modalidades está em trazer ou não os próprios casos para discussão.
Para quem é a Oficina
A Oficina recebe profissionais em diferentes momentos da formação clínica.
Para psicólogos e psicanalistas que já atendem e querem ampliar seu repertório, desenvolver o raciocínio clínico e pensar situações complexas da prática.
Para quem está começando a clínica e quer construir recursos para pensar os casos, o manejo e sua própria posição como terapeuta.
Para estudantes de Psicologia e Psicanálise que querem se aproximar da experiência clínica, acompanhar discussões de casos e começar a desenvolver seu pensamento clínico.
Também pode fazer sentido para quem atende pouco e quer estar mais próximo da experiência de pensar a clínica com outros profissionais.
Uma orientação predominantemente psicanalítica
A Oficina trabalha com referências da Psicanálise, mas também coloca em diálogo Psicologia, Filosofia, Ciências Sociais, Antropologia e cultura.
Não é necessário pertencer a uma única escola teórica.
Ao mesmo tempo, este não é um espaço pensado para quem procura uma supervisão exclusivamente orientada por uma única escola ou tradição teórica.
A proposta é colocar diferentes referências em diálogo com a experiência clínica.
O que você vai desenvolver ao longo do percurso
Ao longo dos seis meses, você vai exercitar diferentes dimensões da clínica.
- Raciocínio clínico
- Aprender a formular perguntas, construir hipóteses, observar repetições e pensar diferentes possibilidades de compreensão.
- Manejo
- Pensar o momento de intervir, esperar, sustentar o silêncio, fazer uma pergunta, colocar um limite ou mudar a direção de uma intervenção.
- Terapeuta em cena
- Perceber o que acontece com você na relação com cada paciente e como isso participa da cena clínica.
- Transferência e contratransferência
- Observar os lugares e relações que aparecem no vínculo terapêutico e os efeitos que essa relação produz no terapeuta.
- Tato clínico
- Desenvolver sensibilidade para o momento de uma intervenção e para aquilo que ainda precisa permanecer em elaboração.
- Conversas difíceis
- Aprender a sustentar questões desconfortáveis, contradições, limites e temas que o paciente tende a evitar.
- Setting e posição do terapeuta
- Pensar como sustentar o enquadre, reconhecer o lugar que o paciente atribui ao terapeuta e decidir como se posicionar diante dele.
- Repertório clínico
- Entrar em contato com diferentes casos, perspectivas, conceitos e experiências, construindo uma caixa de ferramentas para pensar situações futuras.
“A confiança clínica também está em saber o que fazer quando não se sabe.”
Além dos encontros
A experiência continua entre um encontro e outro.
Ao longo do ciclo, você também terá acesso a:
- Biblioteca e textos indicados
- Acesso à biblioteca de Psicologia e Psicanálise de Guilherme e aos textos indicados ao longo do percurso.
- Grupo de WhatsApp
- Um espaço para comunicação, troca de materiais, dúvidas e apoio diante de situações clínicas.
- Elaboração dos casos
- Para quem participa como Ativo, cada caso apresentado recebe uma elaboração clínica posterior, organizando o que foi pensado durante a discussão.
- Aula final
- Um encontro dedicado aos temas clínicos mais trabalhados e aprofundados ao longo do ciclo, articulando teoria, experiência e clínica.

O que acontece em cada encontro continua reverberando na clínica.
Você leva perguntas, hipóteses, referências e novas possibilidades de olhar para aquilo que acontece no consultório.
Investimento e condições
Escolha a forma de participar
Ativo
6 parcelas de R$ 370
Ciclo completo de 6 meses.
Para quem participa trazendo seus próprios casos para discussão.
Ouvinte
6 parcelas de R$ 240
Ciclo completo de 6 meses.
Para quem participa das discussões sem apresentar seus próprios casos.
Uma primeira reunião para conhecer a experiência
A primeira reunião funciona como uma experiência da Oficina.
Se, imediatamente depois desse primeiro encontro, você perceber que a proposta não faz sentido para você, poderá solicitar sua saída e receber 100% do valor pago.
Como funciona a entrada
O primeiro passo é preencher o formulário.
Vou analisar suas respostas para entender seu momento profissional e se a proposta da Oficina faz sentido para você.
Se houver adequação, você receberá as informações para concluir sua inscrição e realizar o pagamento.
“Cada caso que pensamos juntos amplia um pouco mais o nosso repertório para os casos que ainda virão.”
Na Oficina, você encontra um espaço para trazer suas questões, escutar os casos dos colegas, trocar experiências, formular perguntas, construir hipóteses e ampliar suas possibilidades de manejo.
Ao longo desse percurso, você vai desenvolvendo seu próprio modo de pensar a clínica e ganhando corpo como terapeuta.